Trabalhadores Migrantes na América Latina e Caribe
- há 13 horas
- 2 min de leitura
Precarização do trabalho e proteção social pautam reunião internacional.
Organizações sindicais dos setores da construção e da madeira da América Latina realizaram uma reunião virtual da Rede de Sindicatos com Trabalho Migrante (RST-Migrante), vinculada à Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM/BWI Global Union).
O encontro teve como objetivo trocar análises sobre o contexto migratório na região, preparar a participação sindical no Segundo Fórum de Exame da Migração (FEMI/IMRF), das Nações Unidas realizado nesta semana e estruturar propostas a serem apresentadas no 6º Congresso Mundial da ICM/BWI, que ocorrerá em São Paulo, Brasil, em novembro de 2026.
A reunião contou com a participação de representantes do movimento sindical internacional de países como Argentina, Brasil (STICC), Costa Rica, Guatemala, México e República Dominicana. A coordenação ficou a cargo do presidente do STICC, Gelson Santana.
Entre os principais pontos debatidos, destacou-se a atualização sobre a situação dos trabalhadores migrantes em cada país, identificando desafios comuns, como a precarização do trabalho, a falta de proteção social, os obstáculos à regularização e diversas formas de exploração questões que afetam especialmente os trabalhadores migrantes nos setores da construção e de materiais de construção. Esses temas também integram a pauta do fórum das Nações Unidas.
Além disso, o encontro abriu espaço para uma discussão preliminar sobre propostas e resoluções para o 6º Congresso Mundial da ICM/BWI, com ênfase nos temas prioritários já identificados e na necessidade de fortalecer a organização sindical nos corredores migratórios da região.
Como resultado, as organizações participantes concordaram em intensificar a articulação de posições conjuntas, promover novas ações de incidência e fortalecer a Rede como espaço regional de coordenação sindical sobre migração.
Segundo o presidente Gelson Santana, “a reunião foi extremamente produtiva para que o movimento sindical latino-americano avance com ações práticas e propositivas na proteção dos direitos universais dos migrantes, bem como no enfrentamento à precarização do trabalho e às dificuldades de regularização. Precisamos manter e exercer nosso papel protagonista na construção de soluções. Essa não é uma pauta temporária, mas uma agenda permanente, que está no DNA do STICC e das demais organizações que compõem a rede ICM/BWI”.





