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Trabalhadores migrantes são homenageados por sindicato da construção civil

Seg, 12 de Dezembro de 2016 13:48

Cerca de 500 trabalhadores migrantes, principalmente da área da construção civil, foram homenageados neste domingo com um almoço promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (STICC) em Porto Alegre. O evento ocorreu no CTG Pousada da Figueira, na estrada João de Oliveira Remião, no bairro Lomba do Pinheiro. Houve sorteio de bicicletas e brindes, além da entrega de panetones. A festa, em clima natalino, teve apoio do Secretaria Nacional da Construção Civil da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM). O almoço foi a típica comida haitiana.

 

O presidente do STICC, Gelson Santana, destacou que cerca de 80% dos trabalhadores migrantes no RS são oriundos do Haiti e o restante vindo da África, atuando principalmente da construção civil. Ele observou que é o segundo ano de realização do evento para “mostrar que o povo gaúcho é caloroso, amigo e parceiro”. O grande objetivo, frisou, é dar “um exemplo para o mundo do que é cuidar das pessoas”. O dirigente recordou que os migrantes entram no país mas os governos depois não prestam a devida assistência. “Queremos que eles façam uma reflexão sobre a sua força e entendam que são capazes de construir uma nova realidade para as suas vidas”, enfatizou.

 

Durante o almoço festivo, Gelson Santana anunciou a assinatura bilateral de um acordo entre o STICC e o correspondente sindicato dos trabalhadores no Haiti. Ele disse que todas as contribuições sindicais dos migrantes haitiano no RS serão repassadas pela entidade. “Estamos abrindo mão da arrecadação”, assegurou, enfatizando a importância da solidariedade ao país caribenho. A intermediação foi com a ICM, com sede no Panamá.

 

Representante regional da ICM para América Latina e Caribe, Nilton Freitas avaliou que o acordo é uma ajuda na reconstrução do Haiti, que convive com uma alta taxa de informalidade no mercado de trabalho. “É uma boa prática solidária e humanista. É fundamental”, concluiu, referindo-se ao acordo.

 

Gelson Santana constatou que todos os migrantes haitianos se adaptaram muito bem no RS. “A grande maioria que está aqui já constituiu família. Outros que deixaram suas famílias estão tentando buscá-las para trazerem para cá pois gostaram do Brasil”, assinalou.

 

Fotos: Jefferson Bernardes/Ag.Preview

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